“Tornar informações científicas acessíveis para que as pessoas possam tomar decisões mais conscientes sobre seu estilo de vida e bem-estar.”

Eu tive como objetivo avaliar as principais deteriorações no estilo de vida da população durante o período de isolamento social decorrente da COVID-19 e identificar estratégias de intervenção.


Em paralelo à intensificação de maus hábitos, decorrentes da instabilidade financeira, desorientação e do caos emocional, havia pessoas que buscavam quebrar esses ciclos.


Procurei dar atenção àqueles que reconheciam os benefícios de hábitos mais saudáveis, mas ainda não estavam prontos para agir—uma boa fração da população na época.


Com essa direção, projetei uma solução que promoveria hábitos por meio da informação e simplificaria os primeiros passos rumo à mudança e às maneiras de aproveitá-la.

  1. Cenário preocupante

  1. Cenário preocupante

  1. Cenário preocupante

O cenário preocupante

A COVID forçou uma mudança repentina na rotina da população; antigos hábitos se desfaziam e novos surgiam. Embora adotar hábitos saudáveis estivesse em alta, essa transição levantou uma preocupação crítica: como isso poderia intensificar a deterioração da saúde?


Dezenas de artigos científicos e governamentais que li apontavam para um agravamento sistêmico. Instabilidade financeira, vícios, atendimento médico, nutrição, mobilidade, tempo de tela e saúde mental se tornaram temas alarmantes.

Buscando clareza no Caos

“Hábitos constroem a saúde. Crenças, contexto e ações constroem hábitos”. Então, como eu poderia encontrar uma solução para parte desse caos?


Embora eu tivesse suposições, conduzi 14 entrevistas com pessoas que se exercitavam em parques para avaliar padrões nas barreiras que as impediam de substituir maus hábitos, utilizando dois modelos científicos como referência.

Por mais que essas entrevistas não fossem suficientes para alcançar saturação de informação, eu pude abordar 4 temas principais: falta de planejamento, tempo, conhecimento e estabilidade emocional.

Descobrindo oportunidades

Embora a organização diária e a estabilidade emocional fossem pontos essenciais, eram necessárias a intenção e intervenção do indivíduo.


Sendo assim, decidi seguir pelo caminho da conscientização sobre o que influencia a percepção de benefício dessas mudanças.


Nessa direção, passei uma semana compreendendo o valor das soluções atuais. Cheguei a 4 soluções que poderiam se tornar um negócio digital escalável e sustentável—perfeito para uma época de intensa digitalização e ‘funding’.

Lacunas de mercado & direção

Dentre todas as soluções, especialmente os aplicativos, o foco estava em pessoas já determinadas a mudar, o 3º estágio da mudança comportamental, além de haver um desequilíbrio entre qualidade de conteúdo e funcionalidade.


Diante dessa lacuna de mercado e da ineficácia em diferentes aspectos do problema, idealizei um aplicativo fundamentado em um conjunto de estratégias da ciência comportamental.

Projetando o APP

Felizmente, 3 entrevistados se voluntariaram para cocriar e revisar comigo um aplicativo que se encaixasse com facilidade em suas rotinas.


Também construí 2 arquétipos com base em insights de entrevistas e artigos, para contextualizar possíveis cenários durante a mudança de hábitos e estabelecer restrições de design.

O objetivo era projetar um produto que informasse os benefícios de cada hábito e facilitasse os primeiros passos, apoiando e (re)engajando o usuário ao longo de todo o processo.


O visual deveria distinguir elementos da hierarquia de informação por meio de contraste, utilizando também ilustrações e fotografias para estimular os usuários a se imaginarem no cenário representado.

Após testes qualitativos para iterar a jornada completa do usuário para iniciar e manter mudanças de hábitos, deleguei o desenvolvimento da versão beta para o Android, visando alcançar um público maior.

Insights do 1º trimestre

Por meio de diferentes pesquisas, coletei feedback dos usuários sobre usabilidade, compreensão do conteúdo, satisfação e suporte para desenvolver novos hábitos. Minha expectativa era que o aplicativo se aproximasse de:

Após o fim do primeiro trimestre, com 1236 participantes de 4202 usuários, as métricas mostraram um início promissor:

No entanto, percebi que as baixas avaliações vinham de usuários mais velhos, com pouca familiaridade com a tecnologia, demonstrando dificuldades para configurar hábitos e acompanhar conteúdos com linguagem mais complexa.

Visão do Produto

No fim, o desafio não é só reconhecer os benefícios de hábitos saudáveis ou preparar a rotina perfeita apenas para ver tudo fracassar rapidamente, mas sim motivar as pessoas a resistir à própria biologia e contornar adversidades.


Será crucial ouvir as dificuldades das pessoas ao longo de sua jornada, especialmente no início, e incentivá-las a buscar a assinatura de coaching e seguir conteúdos nas redes sociais.

© William Mesley, 2026

© William Mesley, 2026

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